segunda-feira, 7 de maio de 2018

Tavapensandoaqui na confiança e sua influencia no comportamento humano


Tavapensandoaqui na confiança e sua influencia no comportamento humano. Ao ver um usuário do Metrô de São Paulo correr para embarcar no vagão enquanto a luz vermelha piscava e a porta começava a fechar, imaginei qual o motivo da correria. A porta não conseguiu fechar, pois a mochila do moço impediu o fechamento da porta. A porta abriu e o moço puxou a mochila e a porta fechou normalmente. Outro dia uma senhora na melhor idade (pra quem, né?) correu e bateu na porta que se fechava, caindo ao chão. Foi levantada pelo usuário que vinha pouco atrás. Um rapaz segurou a porta e ela entrou, aparentemente sem ferimentos ou então sem ferimentos aparentes. Qual o motivo da correria? O sinal é claro, a luz vermelha acende ao topo da porta do vagão do Metrô e o usuário que ainda não entrou ou ainda não saiu não deve entrar e nem sair. O aviso sonoro dispara “Ao toque da campainha não entre nem saia do trem”. Cabe explicar aos que não conhecem o sistema de Metrô de São Paulo que há uma campainha tocando ao mesmo tempo em que a luz vermelha é acionada. Vagões antigos ainda não possuíam a luz vermelha. Mas qual a razão para o usuário correr nesse momento tenso onde uma campainha toca estridente e uma luz vermelha pisca desesperada? Eu me vi nessa mesma situação diversas vezes e sei que corri para entrar no vagão muito mais vezes do que esperei pelo próximo trem. O Metrô no começo de sua operação foi adquirindo confiança do usuário, pela sua limpeza, sua pontualidade e atenção ao usuário. Aos poucos, com os cortes de custos os serviços perderam eficiência e o Metrô ficou no mesmo patamar dos demais transportes. Hoje as paradas por problemas técnicos gerando atrasos e insatisfação são comuns nesse sistema. A sujeira é visível pela falta de educação dos usuários. Um bando de vendedores falantes e malandros adentram os vagões durante o dia inteiro oferecendo diversos produtos roubados. É impossível você fazer uma viagem sem ser importunado por esses meliantes. A confiança do usuário no serviço de Metrô caiu ao nível dos demais sistemas de transportes. E qual o pensamento do usuário diante de uma situação dessas onde a campainha e luz vermelha se combinam? Ele pensa “Opa, se eu não embarcar nesse, quando virá o outro?”. Outro pensamento é “Vou correr e pegar esse, assim se o sistema parar eu estarei mais perto do meu destino e vou a pé para o meu compromisso”. Observo então que o comportamento do usuário se reflete na confiança que ele tem no sistema que ele usa. É a mesma situação que temos em relação a outros produtos e serviços. Vejo um ônibus lotado e tento entrar assim mesmo, porque o ônibus seguinte virá sabe lá quando. Como mudar esse comportamento? E se melhorar o serviço, será que o usuário irá mudar o seu hábito? Em minha opinião, um primeiro passo nessa direção deve ser dado pela melhora no serviço de transporte. Depois teremos o desafio de mudar o ser humano. Tava pensando aqui...


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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Tavapensandoaqui na criação de um novo mundo


Tavapensandoaqui na criação de um novo mundo. O Todo Poderoso resolveu que queria criar uma nova civilização, trazendo para ela tudo o que tinha de melhor no mundo de hoje aqui no nosso planetinha modesto, mas limpinho. Dessa vez Ele não faria sozinho. Contratou alguns especialistas para utilizar as técnicas mais modernas no gerenciamento do seu novo e grandioso projeto, para fazer em menos de 7 dias. Ele contratou ambientalistas, desenvolvedores de software, gurus das frases de efeitos, blogueiros formadores de opinião, marketeiros especializados que conseguem até eleger gente falsa para altos cargos políticos. Não economizou dinheiro não, nada de mesquinharia na criação de um novo mundo. Montada a equipe, começaram. Reuniões de alinhamento, Kick-off para oficializar o inicio da jornada, técnicas avançadas de comunicação para colocar todo mundo na mesma página. Começaram as ideias geniais, já que todos os envolvidos eram muito capacitados. Para proteger o mundo contra invasões de outras espécies extramundestes (não sabiam ainda o nome do novo planeta, então não poderiam chamar de extraterrestres né - dãããã), nada melhor do que usar as forças armadas dos Estados Unidos. Para governar esse novo planeta eles pensaram em trazer os políticos da Noruega e Suécia que seriam situação e oposição, não necessariamente nessa ordem. O novo mundo parece que ficaria bom desse jeito. Para o ensino pensaram nos professores japoneses, uma vez que esses professores não se curvam nem para o seu Imperador, dado a importância que a educação tem nesse povo. Importariam relojoeiros suíços e utilizariam a pontualidade britânica. Os carros seriam fabricados pelos engenheiros alemães é claro. O entretenimento da população seria feito pela Disney, referência na qualidade de atendimento ao cliente. A animação do Carnaval é obvio que teria a mão dos carnavalescos brasileiros, povo alegre e mestre nessa área. A música seria criada pelos austríacos. Futebol espanhol seria a marca registrada do novo mundo. Os filmes e espetáculos musicais seriam produzidos pelos americanos. Já os balés seriam especialidade dos russos. Para alimentar as pessoas do novo mundo a agricultura orgânica seria a preferida, os australianos seriam os escolhidos e os “chefs” franceses seriam os ideais para montagem dos pratos. Perfumes também seriam franceses. Roupas italianas, famosos pela moda. As bebidas seriam de várias procedências, vinhos portugueses, whisky escocês, cerveja alemã, cachaça brasileira, vodka russa, refrigerantes americanos. A produção de combustível ficaria a cargo dos árabes. Havaianos seriam os responsáveis por animar as costas praianas com campeonatos de surf e festas à beira mar. Trabalhar com energia nuclear, nada melhor que os coreanos, parecem que estão mais avançados hoje nessa tecnologia. Os chineses trariam sua sabedoria milenar no tratamento das doenças. Charutos seriam cubanos, apesar de que o hábito de fumar não foi muito bem aceito pela equipe. Mas enfim, com todo esse trabalho, planilhas e planilhas sendo criadas e muitas apresentações depois, e-mails trocados entre a equipe, desentendimentos em diversos setores, brigas pelo poder, muitos programas motivacionais depois, o Todo Poderoso decidiu cancelar essa iniciativa após apenas três anos de projeto, uma injustiça na opinião de todos, pois estavam quase no fim do planejamento. Na reunião de encerramento o Todo Poderoso chegou a citar com alguma decepção, que sozinho ele tinha criado um mundo em 6 dias (descansou no sétimo, não é?) e então ele iria dispensar toda a equipe e repensar um novo projeto de criar o novo mundo. Levantou-se e virou lentamente para sair da sala. Um dos participantes chegou a cochichar no ouvido do vizinho “viu só, Ele fez de qualquer jeito, por isso que a Terra está essa balbúrdia”. O Todo Poderoso ouviu, deu uma paradinha rápida o suficiente para decidir que discutir com gente ignorante não valeria a pena e saiu da sala lentamente. Tava pensando aqui...

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terça-feira, 24 de abril de 2018

Tavapensandoaqui no poder da atração


Tavapensandoaqui no poder da atração. Por exemplo, os polos opostos se atraem, a Terra e a Lua também. Outras coisas que se atraem em breve levantamento feito aqui na minha mente, são: molho de macarrão e camisa branca, café e trabalho da escola, roupa preta e pelo de gato (pelo de gato só não gruda no gato), dedinho do pé e pé da cama, pasta de dente e camisa do pijama, martelo e dedo da mão, porta aberta de armário e cabeça, fim de semana e chuva, (principalmente quando programamos ir à praia), pernilongo e orelha, chiclete e sola de sapato, torrada com manteiga e chão e outras coisinhas assim...

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Tavapensandoaqui na síndrome do vira-lata

Tavapensandoaqui na síndrome do vira-lata. Nosso povo às vezes se desvaloriza porque desconhece seu próprio valor. A síndrome do vira-lata nada mais é do que sentir-se menor que o outro, ou achar que a grama do vizinho é mais verde. Isso acontece por que somos bombardeados diariamente com notícias daquilo que não funciona. Será que somos assim tão despreparados? Nosso país produz muito, com qualidade e com a competência de profissionais que se preparam e se capacitam em diversas especialidades. Nós organizamos grandes eventos que são tão respeitados fora do país. Nosso Carnaval é um dos mais grandiosos espetáculos do mundo. Durante o ano todo, profissionais dos mais diversos setores se revezam trabalhando cada um no seu tempo para produzir mais de 3 semanas de festas em todo o país. Estou falando do evento Carnaval, em todo o país e não só no sambódromo do Rio de Janeiro. As transmissões dos desfiles pelas televisões são de uma qualidade de imagem e de tomadas de câmeras dignas de Oscar de filme de Hollywood. O nosso futebol ainda é um dos melhores do mundo, nossos campeonatos são disputados entre oito ou dez favoritos, ao contrário de outros países muito badalados que são disputados por duas ou no máximo três equipes de ponta. As transmissões esportivas estão entre as melhores do mundo, estão em todos os jogos com qualidade de imagens e muitas câmeras em todos os estádios de futebol profissional. Em diversos esportes o país tem atletas de ponta. Nossas riquezas naturais são muitas, florestas e praias imensas por toda a costa brasileira. Nossa produção de energia hidroelétrica é fantástica, produzindo para o país inteiro, que é enorme. Nossos profissionais de novelas são criativos e a qualidade de nossas histórias é reconhecida mundialmente. As novelas muitas vezes levam para outros países lugares e locações que são pontos turísticos e que os estrangeiros passam a desejar conhecer. Nossos publicitários são reconhecidos por prêmios mundiais, nossos estilistas também. Nossa medicina é avançada em muitos setores. Nosso sistema de abastecimento de água leva água limpa e tratada para quase toda a população. Pena que a água tratada é usada para dar descarga, tomar banho, lavar louça e roupa, o que é um desperdício. O sistema de educação foi sendo sucateado ao longo de vários governos e mesmo assim temos professores dedicados e alunos em quase todos os municípios brasileiros sendo claro que ainda temos muito chão para alcançar qualidade para toda a população. Mesmo com todos os problemas de desigualdade social, que tem em quase todos os países do mundo, nós somos um país de muita riqueza e do qual temos que ter orgulho. Por que será que temos a mania de destacar sempre o que é errado, o que é feio, o que fazemos pior que os outros, o que acontece de desgraça, ao invés de valorizar a nossas qualidades, as nossas ações, as nossas virtudes e nossos pontos fortes? E você? Será que também só vê o seu lado negativo? Como anda sua autoestima, aquela que valoriza a sua própria história de vida e sabe o quão bom é você? Tava pensando aqui...


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