quarta-feira, 25 de julho de 2018

Tavapensandoaqui na voz da experiência


#tavapensandoaqui na voz da experiência. O jovem aprendiz perguntou ao seu querido mestre, como fazer “boas escolhas” na vida, para seguir o caminho escolhido sem muitas complicações. O mestre em sua sabedoria, disse que as boas escolhas são frutos da experiência. O jovem aprendiz então perguntou ao mestre como se faz para adquirir a tão almejada experiência. O mestre então respondeu que a experiência se adquire fazendo “más escolhas”. Essa pequena história que deve ser conhecida pelos meus queridos amigos que navegam aqui pela rede social, serve para ilustrar uma situação aqui de casa. Minha querida e amada filha perdeu sua chave da porta social, não sabe onde. E fica usando a porta da cozinha para entrar e sair de casa. Acontece que essa porta tem uma trava interna que vira e mexe é travada pela minha querida esposa, que tem síndrome de ladrão que usa a chave da portaria para invadir o apartamento. Vez ou outra, minha filha fica travada na rua quando não tem ninguém em casa. Resolvi copiar a chave da sala e fui procurar um chaveiro pela região. O primeiro não se encontrava no seu local de trabalho, havia saído para atender uma urgência. Atravessando a rua, dentro de um shopping pequeno aqui da região onde moro, encontrei outro. Fiz a cópia, indagando ao profissional que se a chave apresentasse alguma irregularidade eu voltaria para ajustes. Ele no alto de sua arrogância ou inexperiência ou burrice, respondeu que não haveria problema, as cópias que ele faz são perfeitas e nunca houve retorno dos clientes. Sabendo que a chave não funcionaria, é obvio visto que a minha experiência é muito grande devido a milhares de escolhas más, testei a chave na dita porta e é claro que a chave não funcionou cem por cento. Do lado de fora, ela travava e com muito custo e jeito, conseguia-se girá-la para abertura da fechadura. Se um dia ela resolvesse travar de vez, eu ficaria preso do lado de fora ou não fecharia a porta ao sair de casa. Voltei ao dito chaveiro que repassou a chave na maquina super moderna e que estava calibrada. Disse ele que não tirou nenhuma rebarba, me oferecendo o dinheiro de volta caso a chave ainda apresentasse problema. Claro que se ele nada mudou, a chave continuou travando. Se você sempre faz as coisas do mesmo jeito, o resultado será sempre o mesmo, já diria Albert Einstein. Voltei para recuperar o dinheiro com o chaveiro ruim antes de fazer uma chave nova, ele me pagou frustrado pelo seu primeiro fracasso, imagino eu. Fui então ao outro lado da rua no outro chaveiro, um tiozinho pequenino e simpático que agora estava em seu local. Ele fez a cópia numa máquina aparentemente mais velha, usou uma lima para retirar as lascas de metal que sobram na chave, usando como base uma madeira bem usada e desgastada e me deu instrução de testar a chave com a porta aberta para que eu não ficasse preso. Disse que eu podia retornar caso a chave apresentasse problema, pois ele faria o possível para que o produto funcionasse a contendo. Nem preciso dizer a vocês que a chave feita pelo tiozinho funcionou perfeitamente. Essa tal de experiência parece ser a chave do sucesso. Tava pensando aqui...

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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Tavapensandoaqui no ruído na comunicação


Tavapensandoaqui no ruído na comunicação. Sabe àquela hora em que a gente fala uma coisa e as pessoas entendem outra? Pois é. Levei meu sapato no sapateiro para que ele fizesse um reparo na sola de couro, que continha algumas tiras de borracha para evitar escorregões e uma delas soltou. Ele disse que não podia colocar novamente as borrachinhas e que faria a substituição com uma meia sola. Aceitei a solução proposta pelo sapateiro, voltando para buscar os sapatos alguns dias depois. Ele colocou meia sola de borracha, desvalorizando assim meu patrimônio com um solado barato em um sapato que deveria ter a classe de um sapato com solado em couro. Eu nem falei nada, paguei e fim. Na mesma semana, a secretária do lar estava em casa para a faxina semanal. Nosso tapete da sala de jantar havia ocasionado a queda da minha filha de 19 aninhos. Ela saiu em disparada ao avistar uma barata na cortina da sala de estar. Ao fazer a curva e pisar no tapete ela caiu, pois o piso estava escorregadio depois de encerado da última vez com uma cera nova. Então eu coloquei fitas adesivas nas pontas do tapete como solução temporária na prevenção de acidentes, reparo esse que é mais conhecido como “gambiarra”. E eu instruí a secretária para que não levantasse o tapete da sala de jantar para varrer por baixo, que ela deixasse as fitas adesivas mais um pouco. Na semana seguinte ao trabalho da secretária do lar, ao andar com meias pela casa vi que o solado da meia ficou sujo e minha mulher descobriu que o tapete da sala de jantar estava sujo. A secretária do lar deixou de limpar o tapete, ao invés de fazer a limpeza dele na parte de cima como eu havia instruído (quer dizer, achei que eu tinha sido claro). Ela entendeu que não era para limpar o tapete. Eu acho que se eu quisesse que ela não limpasse o tapete eu diria “não limpe esse tapete”. Mas eu acredito na lei do retorno. O culpado fui eu. Em uma ocasião dias atrás, uma colega que estava em serviço voluntário comigo, perguntou se uma colega e eu éramos casados, que ela nos achava bem parecidos. Eu imediatamente respondi “sim” e minha colega respondeu “não”. Olhei para essa colega e perguntei “você é casada?” e ela respondeu “sim” e eu completei “então ambos somos casados e a resposta correta para a pergunta seria “sim, somos casados””. Rimos da brincadeira e refletindo agora, vejo que minha própria brincadeira está se voltando contra mim, de forma vingativa. Esse Universo é mesmo um brincalhão. Agora eu tenho a dúvida: comunicação é aquilo que falamos ou aquilo que entendemos? Será que temos que avaliar todas as possibilidades de entendimento que o outro possa ter ao conversamos e ao formularmos uma pergunta ou instruirmos a outra pessoa? Ao passar instruções de algo para alguém, devemos repetir de várias maneiras diferentes, pedir para a pessoa nos dizer o que entendeu e finalmente registrarmos tudo em um contrato com firma reconhecida? Na verdade eu utilizava isso na minha carreira corporativa para que a minha entrega fosse aquela que o cliente queria. E olha que nem assim dava certo! Mas na vida pessoal isso fica muito chato, não fica? Ó vida. Tava pensando aqui...


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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Tavapensandoaqui na confiança e sua influencia no comportamento humano


Tavapensandoaqui na confiança e sua influencia no comportamento humano. Ao ver um usuário do Metrô de São Paulo correr para embarcar no vagão enquanto a luz vermelha piscava e a porta começava a fechar, imaginei qual o motivo da correria. A porta não conseguiu fechar, pois a mochila do moço impediu o fechamento da porta. A porta abriu e o moço puxou a mochila e a porta fechou normalmente. Outro dia uma senhora na melhor idade (pra quem, né?) correu e bateu na porta que se fechava, caindo ao chão. Foi levantada pelo usuário que vinha pouco atrás. Um rapaz segurou a porta e ela entrou, aparentemente sem ferimentos ou então sem ferimentos aparentes. Qual o motivo da correria? O sinal é claro, a luz vermelha acende ao topo da porta do vagão do Metrô e o usuário que ainda não entrou ou ainda não saiu não deve entrar e nem sair. O aviso sonoro dispara “Ao toque da campainha não entre nem saia do trem”. Cabe explicar aos que não conhecem o sistema de Metrô de São Paulo que há uma campainha tocando ao mesmo tempo em que a luz vermelha é acionada. Vagões antigos ainda não possuíam a luz vermelha. Mas qual a razão para o usuário correr nesse momento tenso onde uma campainha toca estridente e uma luz vermelha pisca desesperada? Eu me vi nessa mesma situação diversas vezes e sei que corri para entrar no vagão muito mais vezes do que esperei pelo próximo trem. O Metrô no começo de sua operação foi adquirindo confiança do usuário, pela sua limpeza, sua pontualidade e atenção ao usuário. Aos poucos, com os cortes de custos os serviços perderam eficiência e o Metrô ficou no mesmo patamar dos demais transportes. Hoje as paradas por problemas técnicos gerando atrasos e insatisfação são comuns nesse sistema. A sujeira é visível pela falta de educação dos usuários. Um bando de vendedores falantes e malandros adentram os vagões durante o dia inteiro oferecendo diversos produtos roubados. É impossível você fazer uma viagem sem ser importunado por esses meliantes. A confiança do usuário no serviço de Metrô caiu ao nível dos demais sistemas de transportes. E qual o pensamento do usuário diante de uma situação dessas onde a campainha e luz vermelha se combinam? Ele pensa “Opa, se eu não embarcar nesse, quando virá o outro?”. Outro pensamento é “Vou correr e pegar esse, assim se o sistema parar eu estarei mais perto do meu destino e vou a pé para o meu compromisso”. Observo então que o comportamento do usuário se reflete na confiança que ele tem no sistema que ele usa. É a mesma situação que temos em relação a outros produtos e serviços. Vejo um ônibus lotado e tento entrar assim mesmo, porque o ônibus seguinte virá sabe lá quando. Como mudar esse comportamento? E se melhorar o serviço, será que o usuário irá mudar o seu hábito? Em minha opinião, um primeiro passo nessa direção deve ser dado pela melhora no serviço de transporte. Depois teremos o desafio de mudar o ser humano. Tava pensando aqui...


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